
Num país de bocas caladas e mãos atadas
Pintado de cinzento e povoado de medo
Houve um homem que lutou desde cedo
Contra os cobardes de mãos armadas
Cheio de coragem e força danada
Enfrentou os caçadores de sonhos
Esses bichos sem brilho, nem alma
Cavos agentes da vida controlada
Envergou a única arma digna de ser usada,
Uma arma chamada inteligência,
Carregada de bala atilada da palavra
Estridente, frutuosa, entremeada de vigência…
Este foi o homem que lutou e sofreu
Deu voz aos que dela precisavam
Os escudos da razão, ergueu
Sacudiu os melindrados espezinhados
Desengatilhou os vis de poder reles,
Bichos sem coragem, de raça ignóbil
Desencobriu as ideias escondidas
Deu asas ás reflexões perdidas
Ele foi grande e guerreou
Na guerra-fria das alforrias
Contra os pérfidos mandados
Cegos de tão vendados…
Marchou de cabeça levantada
Em nome da honra e da decência
Contra a fome e a decadência
Pela vivência não censurada
Nasceu num país adormecido
Viveu para o acordar e esperançar
Morreu certo das convicções
Agora mora nos nossos corações
Mereces ser laureado pelos livres de hoje…
Sim, a verdade foi o teu punhal
Sim, a tua obra perpetuará, cabal
Sim, o teu nome permanecerá, Cunhal
Homem com letra grande e erudição vincada,
O que te posso eu dizer?
Obrigada…
E até amanhã camarada.
Marta Correia Simões
Faro, 14 de Junho de 2005
Pintado de cinzento e povoado de medo
Houve um homem que lutou desde cedo
Contra os cobardes de mãos armadas
Cheio de coragem e força danada
Enfrentou os caçadores de sonhos
Esses bichos sem brilho, nem alma
Cavos agentes da vida controlada
Envergou a única arma digna de ser usada,
Uma arma chamada inteligência,
Carregada de bala atilada da palavra
Estridente, frutuosa, entremeada de vigência…
Este foi o homem que lutou e sofreu
Deu voz aos que dela precisavam
Os escudos da razão, ergueu
Sacudiu os melindrados espezinhados
Desengatilhou os vis de poder reles,
Bichos sem coragem, de raça ignóbil
Desencobriu as ideias escondidas
Deu asas ás reflexões perdidas
Ele foi grande e guerreou
Na guerra-fria das alforrias
Contra os pérfidos mandados
Cegos de tão vendados…
Marchou de cabeça levantada
Em nome da honra e da decência
Contra a fome e a decadência
Pela vivência não censurada
Nasceu num país adormecido
Viveu para o acordar e esperançar
Morreu certo das convicções
Agora mora nos nossos corações
Mereces ser laureado pelos livres de hoje…
Sim, a verdade foi o teu punhal
Sim, a tua obra perpetuará, cabal
Sim, o teu nome permanecerá, Cunhal
Homem com letra grande e erudição vincada,
O que te posso eu dizer?
Obrigada…
E até amanhã camarada.
Marta Correia Simões
Faro, 14 de Junho de 2005

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