Brisa fresca, brisa levante, que tocas em mim e me levas para longe...fico distante mas perto...perto das ondas do som, que me perpassam e me fazem sentir-te. Sinto, mesmo que infimamente, o poder dos teus olhos, que têm a força de um vendaval, que me abana e me faz estremecer.
Olho pela janela e vejo o mar, envolvente e infinito, e basta-me o teu sorriso, meu barco, para nele navegar.
Os sentidos apuram-se, e mesmo sem me tocares, sinto-me tocada. Vou continuar aqui ou ali, lá ou cá, livre ou presa, quente ou gelada, mas sempre...sempre com o anseio aceso como a chama do fogo, à espera que tu brisa, me atices ainda mais, e o tornes maior...
depois, talvez o mar onde viajo consiga apaga-la, essa maldita fogueira que se acende e arde no meu corpo, que o faz suar, que não queima mas afaga.
Dás vida a este coração que bate descompassadamente e incessantemente e que faz o sangue quente percorrer-me as veias, com a velocidade da água sufocada que salta de uma comporta que se abre, e que, cheia de força, faz luz.
E é essa luz que ilumina a penumbra que me esconde e me faz julgar que não mais sentia o fervor do desejo, enorme e animalesco, mas que sinto, ardente e fresco.·
Marta Simões,
Zambujeira do Mar
21 de Agosto de 2006.
quarta-feira, 30 de Abril de 2008
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1 comentários:
momento de mt inspiração
lindo o fogo...
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